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Pais de menino que levantou no próprio velório depõem


Na manhã de segunda-feira (11), cerca de 13 pessoas que vieram da Ilha de Cotijuba para Belém esperavam para depor em uma das salas da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe). Exibindo cartazes de protesto, familiares e amigos da família de Kelvys Santos, 2, aguardavam para contar a história do velório do menino que virou manchete de jornal e o principal assunto entre a comunidade da ilha.

Segundo testemunhas, a criança teria pedido água, após demonstrar sinais de vida, e só não foi sepultada viva porque o enterro, marcado para as 14 horas, atrasou. O delegado responsável pelo caso, Rogério Luz Morais, informou que irá solicitar à Justiça autorização para exumar o corpo de Kelvys e já pediu o prontuário de atendimento à direção do Hospital Regional Abelardo Santos (HRAS), onde o atestado de óbito do menino foi emitido.

Com a filha de nove meses no colo, Telma Simão Costa, 31, dez dias depois da morte de Kelvys, lamentava a perda do filho. “Vai ser muito difícil esquecer isso. Nem se eu tiver outro filho vai ser a mesma coisa”, fala a mãe, que, além do bebê, tem uma filha de oito anos. Telma foi a segunda pessoa a depor ontem, por volta das 11h, após o pai da criança, Antônio Carlos Santos, conversar com o delegado. “Eu quero uma resposta. O meu filho tinha chance de vida. Eu não queria que fosse assim, mas se é o único jeito...”, declarou Antônio Carlos sobre o fato de o corpo do filho precisar ser exumado.

O caso de Kelvys foi transferido da Seccional Urbana de Icoaraci para a Dioe por causa da complexidade. “Nós esperamos que, após a exumação, os peritos consigam identificar a causa da morte e a hora que o menino veio a falecer”, afirma o delegado Rogério Morais. Ainda de acordo com o delegado, esta semana, funcionários do HRAS que prestaram atendimento a Kelvys e estavam presentes na hora do fato deverão ser ouvidos. O médico de plantão, que atendeu Kelvys quando ele foi levado do velório para a Unidade de Saúde de Cotijuba, também deverá ser chamado para depor. “Nós temos pressa em esclarecer o caso. Mas o prazo de 30 dias provavelmente terá que ser estendido”, esclarece Morais.

“A gente fica magoado quando vê alguém falando que a gente tá inventando, que estamos criando uma situação, porque nós somos pais e mães de família e só estamos aqui porque vimos o que aconteceu”, disse Conceição Monteiro, 25, amiga da família de Kelvys. Segundo Conceição, o menino estava suando no caixão e seu corpo não estava enrijecido. Michele Santos, tia de Kelvys, afirma que tentou aconselhar os pais a não enterrarem o menino, após o óbito ter sido declarado novamente, dessa vez pelo médico de Cotijuba. “Nós estávamos fazendo massagem cardíaca e o povo dizia que não era pra enterrar. A minha parte eu fiz”, disse a tia, ainda muito abalada pelo ocorrido.

De acordo com a mãe da criança, quando Kelvys voltou da Unidade de Saúde, os lábios do menino já estavam ficando roxos e o corpo já apresentava sinais de enrijecimento. Além disso, várias pessoas aguardavam o sepultamento no cemitério de Cotijuba.

Fonte: Diário do Pará

4 COMENTÁRIOS ENVIADOS:

meu pesami para essa familia sinto muito

Em: 23/06/2012 - Por: larissa

Além da falta de descumprimento da legislação do SUS - LEI 8080/90, que preconiza que todos os cidadãos devem ser atendidos de forma humanitária. Isto é falta de competência. Muitos profissionais desse tipo, deveriam ter seus diplomas caçados. São indígnos de exercer a medicina. Infelizemente, muitos desses profissionais, estão vivendo às custas dos nossos impostos e infiltrados nas redes de atendimento do SUS.

Em: 20/06/2012 - Por: maria celes

na minha opinião é que as pessoas muitas das vezes blasfema contra Deus,,oq aconteceu ninguem pode explicar..a não ser Deus..isso é pra nos sabermos que deus não dorme..ninguem deve colocar culpa em ninguem..ate porq isso é inesplicavel..

Em: 12/06/2012 - Por: deiviane

que isso, apesar da dor que os pais da criança estao sentindo ,que sirva de mas atençao na hora de atender a uma criança,deveria ter um hospital pulblico direcionado so para o atendimento de criança gente e um descaso no atendimento pulblico que eu vou te contar eu nao sei como um proficional de medicina conssegue ser tao frio quando atende um paciente principalmente uma criança,tudo que agente faz tem que ser com amor,se nao vamos ter muitos casos,ja temos mas sao abafados poucos vem a tona,precisamos de saude pulblica de qualidade.

Em: 12/06/2012 - Por: sirlei
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