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Bela delegada que prendeu Pai Bruno recebe cantadas até de presos


Com um cordão de algemas no pescoço, cabelos compridos e negros e corpo escultural, a delegada Flávia Monteiro, de 37 anos, virou notícia depois de prender o homem conhecido como Pai Bruno, estelionatário que prometia trazer a pessoa amada em três horas. O crime, desvendado menos de um dia após a denúncia, revelou, além da competência, a beleza da delegada, que faz até presos suspirarem. Ao R7, ela falou sobre sua rotina na polícia, os cuidados com a alimentação e exercícios para manter a forma.

— Desde os 12 anos, eu sou muito regrada com comida e esporte. Faço musculação, spinning e corro. Quando me exercito, libero o meu estresse. Malho até uma hora e meia por dia de cinco a seis vezes por semana. Com relação à alimentação, acabo me liberando, porque faço exercício também para comer coisas gostosas. Sempre rola aquela pizza no plantão e a pipoquinha da madrugada, mas não como frituras nem bebo refrigerante. O meu pecado é o chocolate.

Flávia Monteiro está há 10 anos na Polícia Civil e há um ano e meio ocupa o cargo de delegada adjunta da Delegacia do Leblon (14ª DP). Segundo ela, a beleza nunca a atrapalhou no desempenho de suas funções. No entanto, a bela aparência já a fez passar por situações inusitadas.

 — No exercício da atividade policial, não me lembro de ter passado um momento desrespeitoso. Mas, às vezes, a gente ouve algumas coisas. Um preso já me disse: 'Daqui a pouco eu vou praticar outro crime para ser preso aqui de novo'. No fim de junho, um rapaz que foi registrar uma ocorrência disse: 'Delegata, obrigado pelo atendimento’.

Mãe de duas filhas, de 3 e de 9 anos, Flávia diz que seu estilo de vida contagia as meninas, principalmente a mais velha, que, segundo ela, já é vaidosa. Conciliar uma profissão que a expõe a riscos com a função de mãe, não é problema.

— Eu achava que, depois que eu me tornasse mãe, ficaria mais temerosa para acompanhar operações e me tornaria uma delegada de gabinete. Mas não foi isso que aconteceu. Tenho muita fé em Deus. Antes das operações, faço as minhas orações e digo: 'Estou aqui fazendo o meu dever de ofício, mas eu tenho duas filhas me esperando em casa’. Me sinto tão protegida que nunca precisei dar um tiro.

Apesar de todas as conquistas, Flávia diz que já foi vítima de preconceito e que alguns não gostam de trabalhar com mulheres na polícia. Segundo ela, colegas acham que esmalte e batom não combinam com armas e operações. No entanto, a delegada mantém o figurino no dia a dia e troca de roupa para missões especiais.

— Vou trabalhar de salto e vestido, mas eu tenho sempre a minha roupa operacional e um tênis na delegacia. Se eu sair para uma operação, eu troco. Quando eu volto para a delegacia, tomo banho e volto a colocar o vestido.

Fonte: R7

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