
Competência Política
Assistindo a TV Senado, vejo senadores se manifestando que a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, pré-candidata do PT, não tem competência política. A falta dessa característica – na opinião dos adversários – é a que impede que Dilma possa ser uma boa presidente do Brasil.
Dilma certamente não tem nenhum atestado de competência política. Esse tipo de atestado normalmente se dá através das urnas, do voto. Como a ministra de Lula nunca foi candidata, ela não pôde mostrar o seu desempenho na arte do convencimento, um dos requisitos para se governar em um país como o nosso.
Collor, quando eleito em 1989, iniciou o governo com uma grande aprovação. Logo, até mesmo pela falta de princípios, começou a perder a aprovação popular e mais que isso, o respeito dos brasileiros. Collor não aceitava negociar com os deputados. Era arrogante e como resultado “deu no que deu”, o primeiro impeachment da história do Brasil.
O fato de ter que negociar com políticos, entidades, associações, dentre outros, não significa que o presidente, governador ou prefeito precisa atender tudo em nome da governabilidade. Não, não é isso. Há limites. E aí o governante tem “pagar pra ver”. Enfrentar, não ceder e mostrar que nem sempre vale tudo. O governante pode até não ter popularidade, que sempre oscila bastante, mas se tiver respeito consegue levar o governo adiante e com seriedade recupera a popularidade.
Esse certamente será o grande dilema dos brasileiros que vão avaliar a candidatura da Dilma Roussef. E o mais difícil é ter subsídios para avaliar. A polarização vai logo se tornar mais clara. Mas mesmo assim é difícil avaliar. Na imprensa ou na sociedade vamos ter um debate – muitas vezes apaixonado ou radical – que não vai nos dar condições de avaliarmos precisamente cada candidato.
O presidente Lula buscou na sua “gerentona” a candidata para continuar o seu governo. Com seu carisma acha que compensará as dificuldades eleitorais de Dilma. Essa é a primeira prova de fogo. Não a mais importante. Desafios maiores virão caso Dilma passe pelo desafio das urnas.
SAÚDE 1
No meu último artigo dois leitores se manifestaram que gostariam me ouvir falar mais da saúde. Tenho falado – principalmente nos nossos meios de comunicação – sobre os problemas da saúde. Várias pessoas – através de mim – têm ouvido suas reclamações em nossos programas de TV e rádio. Inclusive – por ter colocado várias vezes reclamações – recebi uma equipe da saúde para relatar os problemas que divulguei. Passei todas as reclamações que tinham chegado e depois tive a informação de todas eram procedentes e estavam sendo resolvidas.
SAÚDE 2
Acho que o principal problema na saúde é de gestão. Isso eu já falei para o próprio secretário de saúde, Kleber Miranda. E mostrei uma realidade para ele. A concentração de reclamações normalmente é proveniente dos postos de saúde e algumas do Hospital Municipal. Como boa parte da saúde é representada pelos Postos Médicos, falta otimizar o gerenciamento desses postos. As reclamações sempre são de coisas simples, que no fundo mostram que seriam resolvidas por atitudes administrativas. O secretário deve exigir mais de sua equipe.
SAÚDE 3
Por a saúde ser um espaço político do Dem, partido do deputado Márcio Miranda e de mais 03 vereadores de Castanhal, o setor é sempre um alvo político. Uns são adversários e fazem ataques, outros fazem ataques sem mostrar a cara, porque são “aliados”, mas que querem enfraquecer o gruo político do deputado. É o chamado “fogo amigo”. Avaliar exige sensibilidade para não servir de massa de manobra a interesses ocultos. Contra ou a favor.
DEPUTADOS
Os pré-candidatos a deputados estaduais de Castanhal receberam com alegria a informação de que o Pará passará a ter mais três cadeiras no legislativo estadual. Passará das atuais 41 cadeiras para 44.
PRÉ-CANDIDATOS
Os pré-candidatos de Castanhal a uma vaga na Assembléia Legislativa até agora continuam os mesmos. Araceli Lemos (P-Sol), Ciane Barros (PSDB), Dr. Soares (PMDB), João Sampaio (PTB), Márcio Miranda (Dem), Paulo Titan (PMDB). O PT não deverá lançar ninguém da cidade.
TUCANOS
Simão Jatene começa a caminhar – muito timidamente – pelo interior do Pará. O desafio dos integrantes do PSDB é fazer campanha sem estar no poder. Sem todo o recurso das últimas eleições.
HÉLIO
Hélio comemorou uma última pesquisa que chegou em suas mãos. Em função da sua ausência de movimentos políticos, Hélio deverá se manter no governo. Nada mais natural para o prefeito, pois esse foi o planejamento que ele fez para os próximos quatro anos. A decisão seria depois do carnaval.
Rogério Bulhões Costa
Jornalista e Diretor de Jornalismo do RTP Castanhal
e-mail: rogeriobulhoes2@hotmail.com


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